Julia Konrad fala sobre ótimo momento na carreira

Atriz conta que cria listas de músicas para entrar no clima das personagens.

Fotos: Rodrigo Bueno
Make: Patrick Guisso
Stylist: Juliano & Zuel


2018 está sendo um ano agitado para a atriz Julia Konrad. Durante meses, ela engatou em diversos trabalhos seguidos e deu vida à diferentes personagens, sendo um deles, a jovem Amanda da série (Des)Encontros. Nesta entrevista exclusiva, Julia conta como está sua expectativa para participar da próxima novela das nove, como se prepara para entrar em cena, os desafios da profissão e muito mais.  

O que te motivou a entrar na área artística? Acho que não teve uma motivação específica. Arte sempre fez parte de quem eu sou. Foi um caminho muito orgânico. Desde criança mostrei interesse por vários tipos de expressão artística, música, dança, teatro. O aprofundamento e profissionalização dessa vocação foi algo que aconteceu naturalmente.

Como foi o início? Teve apoio da família? Sempre. Minha mãe sempre incentivou muito, desde criança. Me matriculou no balé quando tinha 3 anos porque eu não parava de pedir por isso. Tínhamos instrumentos em casa, eu vivia brincando num piano miniatura até que decidiram me colocar em aulas de música. Tive a sorte de frequentar um colégio na Argentina com um currículo forte em música e arte.

Você também canta e tem um envolvimento muito bonito com a música, né? Nos conte um pouquinho sobre isso. Novamente, sempre foi algo natural, que faz parte de mim, da minha essência. Até meu ingresso ao teatro foi através da música, comecei no teatro musical lá na Argentina.

Já pensou em seguir outra carreira? Se pensei, desisti da ideia rapidamente, rs. Não me imagino fazendo outra coisa.

Quais os principais desafios da carreira? Acho que a inteligência emocional para lidar com negativas e frustrações. Às vezes um trabalho que a gente quer muito não rola, ou até mesmo a gente trabalhando tem um resultado diferente do que almejava. Mas tudo faz parte do processo de aprendizado, de construção do artista.

O que mais te inspira na profissão? Poder contar inúmeras histórias para inúmeras pessoas, tocar elas de alguma forma.

E qual o seu trabalho dos sonhos? Todos, rs. Acho que aí tá a beleza do nosso trabalho. Esse leque infinito de possibilidades.
Existe alguma personagem sua que tenha te marcado de uma maneira mais especial? Celeste, no longa Paraíso Perdido da Monique Gardenberg, marcou um antes e um depois pra mim. Foi o primeiro trabalho que fiz aqui no Brasil que senti que estava totalmente alinhado aos meus objetivos, expectativas, vontades. A partir dela, cresci muito como artista, como pessoa. E depois da estreia, ver a repercussão que o filme teve, isso é muito especial. As pessoas me param nos lugares para parabenizar pelo filme. Isso já aconteceu umas 5 vezes aqui em SP de forma completamente aleatória, inesperada. Ter participado de um filme nacional que teve esse alcance, em tempos onde a arte do nosso país é tratada com tanto descaso… isso é indescritível. A Celeste foi um presente lindo da Monique. E, inclusive, o longa está concorrendo a uma vaga para o Oscar 2019.

Como está sendo o ano de 2018? Parece que você engatou vários trabalhos seguidos, certo? 2018 tem sido um ano muito bom em todos os sentidos. Tenho tido a sorte de participar de projetos que me ensinaram muito, e onde pude formar pequenas famílias. Está sendo incrível.

E como estão as expectativas para participar da próxima novela das 21h? Animada por esse retorno à televisão aberta, ansiosa por colocar em prática todos os aprendizados desse último ano!

Você tem algum ritual específico antes de entrar em cena? Pra mim, é sempre música. Tenho playlists pra cada personagem, com músicas que me remetem e transportam ao universo dela.
Recentemente você participou de (Des)Encontros, como foi a sua relação com a sua personagem? Você se identificava com a Amanda? (Des)Encontros foi muito especial! Acho que todos nós temos um pouco da Amanda, aquela pessoa cética de tanto levar pontapé da vida em relacionamentos passados, desacreditada no amor, cheia de muros e armaduras.

E já que estamos falando dessa série sobre amor, como está o seu coraçãozinho? Está feliz, tranquilo. Estou num momento de muito auto-amor, autoconhecimento, reconhecimento de quem realmente sou.

Agora, sobre o futuro; quais são os seus planos para os próximos meses? Algum projeto especial em mente que possa nos adiantar? Além da novela, estou começando a trabalhar em um projeto musical. Em breve novidades!
PING PONG

  • Signo: Leão
  • Qual é sua maior qualidade? Lealdade
  • E seu maior defeito? Teimosia
  • Quais são seus hobbies? Cozinhar/ Fotografar
  • Qual é sua ideia de felicidade? Uma praia deserta, sol e mar
  • Qual é sua viagem preferida? Qualquer lugar com praia
  • Qual é sua cor favorita? Branco
  • E qual é sua comida favorita? No momento, o Lamen do Jojo aqui em São Paulo
  • Um animal: Gato
  • Um livro: Amor nos tempos do cólera. Garcia Marquez
  • Que dom você gostaria de possuir? Voar ou teletransporte
  • Uma mania: Deixar tudo para última hora
  • O que mais te irrita? Gente ensaboada
  • O que ou quem é o maior amor de sua vida? Mãe, pai, irmão
  • O que você considera a sua maior conquista? Ter chegado aos 28 anos sem nunca quebrar um osso!
  • Como você se vê daqui 5 anos? Não sei. Só sei que feliz!
  • Defina-se em uma palavra: Metamorfose constante