Maria Gal, a Gleyce de “As Aventuras de Poliana”

POR JULIANA MORAES

Em entrevista exclusiva para a Mais Mais Mais, a atriz Maria Gal fala sobre sua trajetória artística e conta como é  interpretar a Gleyce em “As Aventuras de Poliana”, da SBT. Arte, desafios e planos para o futuro também estiveram na pauta do bate-papo que você confere a seguir.


O que te motivou a entrar na área artística? Eu resolvi seguir a carreira de atriz, quando morava em Salvador, depois que terminei a faculdade de designer gráfico e comecei a faculdade de dança. Era um sonho de infância, quando imitava as atrizes das novelas reproduzindo suas falas.

Conta pra gente como foi o início. Teve apoio da família? Comecei em Salvador, quando fui estudar no Teatro Vila Velha, e com o Bando de Teatro Olodum. De lá para cá não parei mais de atuar. Bem, no começo o meu pai queria que eu fosse advogada, e a minha mãe, que eu fosse médica.  Agora só terei essas profissões interpretando personagens. Espero que em breve!

O que você achou mais desafiador no início da carreira? Em São Paulo, passei por algumas privações para pagar as contas. Trabalhei como garçonete, professora de teatro e de dança, para me manter no curso de teatro. Estudei na Escola de Artes Dramáticas da USP, escola de grande referência no Brasil. Acredito que o maior desafio no meu início de carreira foi não perder o foco e seguir em frente, apesar de todas as dificuldades, não desistir dos meus sonhos.
Já pensou em seguir outra carreira? Não, desde cedo descobri que queria ser atriz.
E qual o seu trabalho dos sonhos? O trabalho dos meus sonhos é protagonizar uma série ou um filme incrível, produzido por mim, e que toque realmente as pessoas atingindo o grande público no Brasil e no exterior.
O que mais te inspira na profissão? O fato de viver várias “pessoas” diferentes e, principalmente, ajudar a contar uma história.
Quais são os principais desafios para viver da arte no Brasil? Acredito que seja superar o racismo estrutural “velado” que, infelizmente, faz parte de todos os campos da nossa cultura e sociedade.
Você se identifica com a sua personagem? Muito. A Gleyce Soares é uma mulher inteligente que deseja cada vez mais empoderar a família com melhores condições de vida. Eu tenho muito disso. Não é à toa que deixei Salvador para morar em São Paulo e depois no Rio de Janeiro. Só quem sai da zona de conforto para buscar a realização em outra cidade, estado, país ou continente, entende um pouco o que é isso.
O que você espera para o ano de 2019? Bem, para mim o ano de 2018 foi maravilhoso. Espero que 2019 seja um grande ano também, com grandes oportunidades e que eu possa colher todas as sementes plantadas, nesse ano e no próximo.
E sobre seus planos para o futuro, tem algum que possa nos contar? Tenho dois projetos para o ano que vem, que já estão em andamento. Em 2019, vou continuar a desenvolver a série “Os Souzas”, para televisão, e o longa metragem “Carolina”. Esses dois projetos surgiram da minha necessidade de suprir uma demanda reprimida do mercado audiovisual brasileiro; que é ter mais o protagonismo negro feminino em produções nacionais e contar novas histórias.
Como você se define? Eu me defino como uma mulher inteligente, criativa, visionária e empreendedora. A minha frase é: “O céu não é o limite!”
PING PONG
Nome completo: Maria das Graças Quaresma dos Santos
Idade: 38 anos
Signo: Capricórnio
Um animal: Águia
Uma viagem: Estados Unidos
Qual é sua maior qualidade: Determinação
E seu maior defeito: Teimosia
Sua atividade favorita: Dança
Se pudesse escolher ser outra pessoa, quem seria: Uma mistura de Oprah Winfrey, Beyoncé, Viola Davis e Shonda Rhimes.
Qual a sua maior conquista: Não sei se tenho uma maior conquista, pois tive muitas na minha vida. Eu acredito que uma grande conquista foi abrir a minha produtora (Maria Produtora) para ter uma maior autonomia na minha carreira artística. Afinal, como diz Nelson Mandela “Tudo é considerado impossível até acontecer”.
Qual seu maior sonho: É casar e construir uma linda família
Defina-se em uma palavra: Poderosa