Vincenzo Richy estreia canal no Youtube

Ator fala sobre a sua adaptação no Brasil.

Fotos: Sérgio Santoian


Diretamente da Itália, o ator de 24 anos, Vincenzo Richy, fala sobre seu personagem em ‘As aventuras de Poliana’. Carismático, o jovem italiano conversou com a Mais Mais Mais e abriu o jogo sobre sua paixão pelo Napoli, time do coração, sobre o início da carreira como ator, os projetos para o futuro e muito mais.

O que te motivou a entrar na área artística? Uma vez, em meio a uma aula, ouvi uma professora de teatro falar que a arte não é algo que nós escolhemos, mas sim, ela que nos escolhe. E assim foi comigo. Desde criança amava estar sobre o palco, poder cantar, dançar, atuar, chamar atenção (risos). 
Eu era fascinado pelos grandes filmes italianos em preto e branco, não conseguia dormir sem antes ver um. Tive grandes atores que me inspiraram, e me inspiram até hoje, a lutar e defender, com garras e dentes, essa carreira. Grandes nomes como: Charlie Chaplin, Totò , Vitório de sica, Stanlio e Ollio (O gordo e o magro), etc. Todos são atores que fizeram da arte a mais pura beleza de se ver. Não me vejo fazendo outra coisa. 

Quais os principais desafios da área? “Muitos não sonham em ser um ator. Sonham apenas com o que “acham” que seja ser um ator”. Mickaelly Ess
Li essa frase na internet por esses dias e achei digna do momento em que vivemos. Hoje em dia não está fácil se sustentar como ator. Não apenas no Brasil, mas em diversos lugares, estamos vivendo um momento delicado no quesito sobrevivência da arte e também através dela. O incentivo a essa área é cada vez menor e, consequentemente, a sobrevivência através dela se torna mais difícil.
Vemos cada vez mais atores que continuam nessa profissão apenas por amor. Ser ator é algo que precisa ser levado muito a sério. Lidamos com emoções e somos responsáveis por despertar sonhos onde possivelmente não há.

O que mais te inspira na profissão? É o jeito de como ela me transforma. 
Não há um dia sequer em que eu acorde e não agradeça a Deus por estar fazendo o que eu mais amo. Essa profissão é pura e lida com a verdade. Se eu não fizer uma cena da maneira mais genuína possível, o público não vai acreditar. Aprendi a enxergar o mundo de uma forma diferente através deste trabalho.Você já pensou em seguir outra carreira? Eu fui uma criança muito ligada em diversos esportes. Tenho muitas medalhas, que carrego comigo, ganhadas em competições de diferentes atividades. No entanto, o esporte que sempre mais me encantou, e que até hoje pratico com muita felicidade, é o futebol. Constantemente sonhava em ser um jogador do meu time do coração, o Napoli.

Qual o trabalho dos sonhos? Sem dúvida nenhuma seria Hamlet, de Shakespeare. Eu ainda quero muito ter a chance de interpretar esse personagem no teatro. Essa sempre foi uma obra que mexeu muito comigo. “Ser, ou não ser” é exatamente o que eu repito a mim mesmo todos os dias. 
Quanto ao cinema, amaria fazer parte de um filme do Tarantino e poder contracenar com o Leonardo DiCaprio. Fale um pouco sobre o seu personagem em ‘As aventuras de Poliana’. Você se identifica com ele? Vinicius Gomes, 17 anos, morador da comunidade jardim Bem-te-vi. De família humilde, trabalhador da padaria “Ora Pães, Pães”, Vinicius tem o sonho de ser médico, ama samba e tem uma banda com os amigos. Um de seus defeitos é gostar de garotas “difíceis”. Confesso que esse é um ponto do meu personagem com o qual me identifico bastante. A grande qualidade do Vini, que eu também compartilho, é ser bastante sensível e ter um coração muito bom. Ele promete mexer com o coração da família brasileira. 

Ao chegar no Brasil, você participou do ‘Projeto Escola’, conte um pouco a respeito dessa experiência. Tem alguma lembrança especial? Eu amo crianças e me sinto uma. O “Projeto escola” era responsável por levar peças infanto-juvenis nas escolas do estado do Rio de Janeiro. Era uma sensação única ver as crianças participando e interagindo conosco durante a peça. Um tipo de energia que eu comparo com a de fazer “As aventuras de Poliana”, uma harmonia familiar. 

Como foi a sua adaptação ao se mudar para o Brasil? Foi difícil? Acho que qualquer mudança, por mais simples que possa ser, causa uma dificuldade de adaptação. Mudar de país é se adaptar a cultura, língua, tradições regionais, comida, valores, etc. Itália e Brasil são países muitos distintos e, por isso, no começo foi difícil. Mas aprendi a amar e absorver a cultura daqui, fazendo com que ela se tornasse parte da minha vida. Amo o Brasil! Você também atua nos palcos, quais as principais diferenças entre o teatro e as telinhas? São duas maneiras completamente diferentes de trabalhar. Na televisão, em especial em teledramaturgia, temos uma maneira de produzir que permite que consertemos nossos erros antes que eles cheguem até o público. Você pode regravar a cena quantas vezes forem necessárias até ficar conforme o exigido. No palco, em contrapartida, não existe a possibilidade de consertar o erro dessa maneira. Refazer a cena não é uma opção; Portanto você improvisa, cria e adapta até encontrar uma maneira de continuar a cena incorporando aquele erro, sem que o público perceba. O show sempre tem que continuar.Você é um homem vaidoso, ligado em moda e aparência? Sou uma pessoa bem vaidosa. Sempre me importo bastante em manter uma boa aparência, dizem que é “Mal de Italiano”. Sou também ligado a moda mas não me defino por ela. Dependo do meu humor no dia para escolher o que, e como, usar. 

Tem algum projeto para o futuro em mente? Algo que possa nos contar? Vou estrear meu canal no YouTube no dia 10 de julho. Com muitas novidades, é um canal que vem com uma cara diferente e promete ter muito conteúdo audiovisual original, onde quero me testar como Diretor.PING PONG

  • Nome completo: Vincenzo Richy Annunziata 
  • Idade: 24 anos 
  • Local de nascimento: Napoli – Itália 
  • Uma qualidade: Romântico 
  • Um defeito: Teimoso
  • Sua atividade favorita é: Atuar 
  • Seu ator favorito é: Totò
  • Sua atriz favorita é: Meryl Streep
  • Uma cor: Azul 
  • Um animal: Golfinho 
  • Quem você gostaria de ser se não fosse você? Leonardo DiCaprio
  • E onde viveria? Los Angeles
  • Que dom gostaria de ter? Curar 
  • O que mais te irrita? Falsidade 
  • Uma lembrança de infância: Pikachu 
  • Quem ou o que é o amor da sua vida? Deus 
  • Defina-se em uma palavra: Feliz